sexta-feira, 6 de junho de 2008

"O futuro da moda brasileira é o exterior"


Para Paulo Borges, idealizador do São Paulo Fashion Week, 2016 será o ano da moda brasileira no exterior. Ele que aposta suas fichas no setor desde os anos 1980, quando falar de moda nacional ainda era considerado "uma grande bobagem". Para ele, um dos pontos importantes para o longo caminho de internacionalização da moda brasileira é trabalhar o antigo conceito de parque industrial que, segundo ele, "está agora solto pelo mundo".

"Hoje você já tem nomes, no caso da moda no mundo inteiro, que produzem em qualquer lugar do mundo ... Hoje você tem produção da Zara sendo feita no Brasil, e você vai ter produção de brasileiros sendo feita na Itália, Portugal, Espanha, China, Índia. Porque isso encurta as distâncias de distribuição", explica.

"O que vai acontecer como transformação no caso industrial são as vocações produtivas. O Brasil vai tomar algumas especializações e vai poder fornecer produção para determinados mercados onde possa ser mais competitivo. Esse parque industrial vai virar quintal do mundo também", acredita.

Da mesma forma que a chegada de grupos de investimento aconteceu na Europa há 20 anos, espera-se que a consequente internacionalização das marcas européias também seja uma realidade para as grifes no Brasil. "Você tem que pôr um tijolinho atrás de um tijolinho", explica Borges sobre sua paciência e perseverança em tantos anos no mercado. "Quando eu comecei a trabalhar com moda, em 1980, ninguém acreditava em moda no Brasil. Ninguém. Falavam que eu era louco de querer fazer um calendário de moda."

sábado, 17 de maio de 2008

Clube Atlético Paranaense, batendo um bolão também fora do país!



E até mesmo o futebol brasileiro está se arriscando fora de nossas fronteiras. É o caso do Clube Atlético Paranaense, que em 1995, iniciou sua reformulação administrativa, onde foi realizado um planejamento de longo prazo e, dentre os pilares estratégicos deste plano, previa-se a necessidade de um posicionamento internacional sólido para o clube, que foi pioneiro nesta estratégia. Até então, as únicas iniciativas de divulgação internacional do CAP tinham sido realizadas com as disputas de alguns jogos e torneios amistosos na Europa no início da década de 90.
A partir de 95, então, várias atividades foram desenvolvidas para a inserção do CAP no mercado internacional, tais como a realização de treinamentos da Seleção Chinesa sub 20 no CT do Caju (centro de treinamento do clube), disputas de amistosos internacionais na inauguração da Kyocera Arena, participação do CAP na Taça Libertadores, além da recepção da Seleção Brasileira no CT do Caju durante as eliminatórias da Copa de 2002, entre outras.
Porém, é a partir de 2003, com a criação da Diretoria de Relações Internacionais, em mais uma ação pioneira entre os clubes brasileiros, que o CAP dá o passo fundamental para a consolidação internacional de sua imagem. Desde então, os principais objetivos para atuação da diretoria foram:
- Posicionar a marca CAP em novos mercados, apresentando sua estrutura e planejamento;

- Promover intercâmbio técnico com clubes, comissões técnicas e atletas estrangeiros;

- Tornar o CAP referência na formação e exportação de jogadores;

- Aproveitar oportunidades comerciais, técnicas e administrativas no mercado internacional de forma a gerar, continuadamente, mais valias para o CAP.

De modo a atingir tais objetivos e tornar o Clube Atlético Paranaense o clube brasileiro com maior reconhecimento no exterior, diversos serviços são executados por sua Diretoria Internacional:
- Recepção personalizada a delegações, equipes, representantes de equipes, empresários e visitantes estrangeiros. Este trabalho foi de fundamental importância quando da realização da Copa Libertadores em 2005 e da Copa Sul-Americana 2006, quando todos as equipes estrangeiras tiveram recepção especial por parte do CAP.
- Assessoria na negociação de jogadores para o exterior.
- Recepção de equipes profissionais, delegações, treinadores estrangeiros para realização de preparação técnica no CT do Caju.
- Em 2005, o CAP foi a primeira entidade fora dos EUA a receber, durante uma semana, o Premier Course da NSCAA (Associação Americana de Treinadores de Futebol) reunindo 60 treinadores profissionais norte americanos.
- Viabilização de programas de intercâmbio técnico e pré-temporadas de equipes profissionais.
- O Albirex Niigata da primeira divisão Japonesa realizou pré temporadas no CT do Caju em 2004 e 2005.
- Representação do CAP em congressos, palestras e feiras mundiais.
- Assessoria profissional e pessoal a todos atletas estrangeiros que atuam no CAP.
- Internacionalização do projeto das Escolas de Futebol do CAP.
- Coordenação de estágios internacionais, tanto na área técnica como administrativa.
- Coordenação de todas as ações implementadas para a contratação do Sr. Lothar Matthäus, ex-técnico da seleção nacional da Hungria: negociação de sua contratação, recepção e auxílio em sua adaptação.
- Coordenação da implementação da parceria com o clube norte-americano F.C. Dallas, da Major League Soccer.


Escola de Futebol do CAP, em Quing Dao, China.
Outros clubes, como Cruzeiro, também já possuem estratégias lançadas para expandir seus negócios mundialmente.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Por que dividir, se podemos multiplicar?

Como sabemos, a globalização tem seus prós e contras. Mas, se pararmos para pensar nos benefícios que ela pode trazer para o país e para o desenvolvimento das empresas brasileiras, fica a pergunta: Por que não expandir os negócios já que as portas dos países estão "abertas", já que há demanda e que muitas vezes o produto internacionalizado é algo inovador para os estrangeiros e isso pode resultar em exclusividade e lucros para a empresa?
Algumas empresas (e atualmente grandes empresas) brasileiras já assumiram esse caráter empreendedor e se arriscaram no exterior. Natura, Havaianas, Embrapa, Hering e muitas outras são exemplos de empresas brasileiras internacionalizadas.


Natura: em 1994 a Natura dava início à internacionalização, com presença na Argentina, no Chile e Peru, países nos quais estabeleceu centros de distribuição e trabalhou na formação de Consultoras.;





Havaianas: ganhou maior destaque no exterior após 2002, quando as havaianas já haviam de tornado a sandália da moda no Braisl;







Embrapa: possui unidades de negócios na África e unidades virtuais em muitos outros países da Europa e América do Norte;







Cia Hering: internacionalizou-se e expandiu seus negócios para América Latina e até para Arábia Saudita.



Aí fica a pergunta: o profissional de relações públicas pode ter um papel importante neste processo? Como é que ele deve atuar??
Acompanhe nossas postagens e descubra!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O que é internacionalização?

Existem diversas definições para o termo internacionalização. Alguns autores concordam que a internacionalização de empresas ocorre quando certa empresa decide por investir em uma unidade produtiva em outro país, ou seja, transfere sua produção e comercialização para outro país sem desconsiderar suas atividades no país de origem. Porém, o processo de internacionalização pode ocorrer por etapas; a empresa pode optar, primeiramente, por exportar seus produtos para serem comercializados por outras empresas e, posteriormente, investir em lojas próprias no exterior.

Para exemplicar esse processo de internacionalização, na qual a empresa inicia a comercialização de seus produtos através de parcerias com outras empresas e posteriormente investe em lojas próprias no exterior, apresentamos o caso da H. Stern. Em seu site, http://www.hstern.com.br/, a empresa divulga como se envolveu na internacionalização de suas atividades:

"A internacionalização da H. Stern continua caminhando a passos largos

Em 2003, durante a sua primeira participação na feira de jóias e relógios de Basel na Suiça, a empresa anunciou o começo de uma nova era. A joalheria, que desde sua fundação vinha comercializando seus produtos exclusivamente através de lojas próprias, estava passando a trabalhar com uma rede de parceiros para representar sua marca em países da Europa, Oriente Médio e nos EUA.

A partir de então, passou a distribuir produtos através de lojas de departamentos e em joalherias de terceiros, sempre com o uso de corners e expositores com a bandeira H.Stern, para preservar a filosofia e a imagem da marca. Hoje, a H.Stern tem parceiros em países como Espanha, Grécia, Suíça, Rússia, EUA, Portugal, Bahrain, Dubai, Cazaquistão, França, Inglaterra e Ilhas Cayman.

Além da ampliação da rede de parcerias internacionais, a H.Stern aposta em suas flagship stores em pontos estratégicos, A empresa já tem lojas em locais importantes como a Quinta Avenida, de Nova York, a Neuer Wall, em Hamburgo, e a 5 Hofë, em Munique, Está inaugurando novos pontos em Cannes, na França, e no México."

domingo, 20 de abril de 2008

Apresentando...

Há um grupo de empresas brasileiras buscando a internacionalização como nunca. Se, nos anos anteriores, considerava-se a internacionalização uma simples extensão das operações locais, hoje já há empresas olhando para o processo como algo complexo, que exige nova postura empresarial. Essa nova visão propõe que se olhe o “mundo com o Brasil” e não mais “o mundo a partir do Brasil”. A razão é um foco cada vez maior no modelo dos negócios e na gestão adequada à internacionalização.
Com esse novo dinamismo econômico e perspectivas globais de mercado nas empresas brasileiras, a atividade de Relações Públicas deve assumir funções que ajudem a guiar o futuro crescimento econômico e social através da construção de relacionamentos e negociações entre fronteiras territoriais.

Este blog se destina à divulgação de estudos sobre o processo internacionalização de empresas brasileiras e o envolvimento do profissional de Relações Públicas nessa nova dinâmica organizacional.